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Recursos Florestais Paraná: Uma visão geral
1. Litoral paranaense, banhado pelo Oceano Atlântico, tem como principal atividade econômica o Porto de Paranaguá e o Turismo de Verão. Nessa época as águas do mar apresentam contaminação e ficam sem condições de balneabilidade devido à descarga de esgoto doméstico sem tratamento, diretamente no mar.
2. Parque Nacional do Superagui 3. Serra do Mar, constituído por um maciço de granito, eleva-se a mais de 800 metros do nível do mar. Toda a vertente oriental da Serra do Mar está ocupada pela Floresta Ombrófila Densa, mais conhecida como "Mata Atlântica", que exerce importante papel na proteção e estabilização do relevo, dos solos e dos rios. Não se permite o desmatamento das áreas com cobertura florestal nessa região, permitindo-se apenas o seu uso econômico com produtos não madeiráveis como a extração do Palmito (Euterpe edulis Mart.) e do Turismo Natural. A "Mata Atlântica" comporta incrível estoque de biodiversidade. 4. Curitiba, a capital paranaense com cerca de 1,6 milhão de habitantes é considerada uma das melhores cidades do Brasil em qualidade de vida, e a Região Metropolitana de Curitiba, onde predomina pequenas lavouras, extração de lenha de Bracatinga (Mimosa scabrella) em forma de manejo sustentado, além da extração de cal, calcáreo e cimento. 5. Campos Gerais de Ponta Grossa, abriga campos nativos, porções de Floresta Ombrófila Mista (Mata de Araucária) e grandes reflorestamentos de Pinus (Pinus sp).
6. Região de Telêmaco Borba, onde se concentram grandes indústrias papeleiras e grande quantidade de reflorestamento de Pinus sp., Eucalyptus sp. e Araucaria angustifolia. 7. Seguindo em direção Oeste, a região Centro Sul, composta por um triângulo das cidades de Guarapuava, Palmas e Ponta Grossa, forma a região onde ainda existe bom estoqe de Florestas de Araucária (Floresta Ombrófila Mista), existindo nessa região grande atividade industrial de extração, processamento e reposição de madeira.
8. Quase na fronteira com a Argentina, encontra-se assentado o Parque Nacional do Iguaçu, uma reserva de 180 mil hectares de floresta nativa abrigando a transição entre a Floresta Ombrófila Mista e a Floresta Estacional Semidecidual mais ao norte.
9. Essa região, denominada Norte Velho, foi a porta de entrada para a cultura cafeeira instalada no Paraná nas décadas de 40-60, encontra-se hoje totalmente devastada, sem cobertura florestal mínima.
10. O Norte Novo de Londrina, com as famosas terras roxas de alta fertilidade, tem em Londrina a segunda maior cidade do Estado. Também é uma região que foi totalmente devastada. 11. A região de Cianorte, considerada o portal do Arenito Caiuá, tipo de solo presente em todo o noroeste do Estado, altamente susceptível à erosão. A região teve a sua exuberante cobertura de Floresta Estacional Semidecidual quase que totalmente eliminada, permanecendo intactas ainda hoje duas consideráveis áreas. Uma delas é o Parque Municipal do Cinturão Verde de Cianorte e a outra é a Reserva Florestal da Fazenda Água do Índio, pertencente à Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, que abriga ainda um relicto de Araucaria angustifolia. 12. O extremo noroeste denominado Norte Novíssimo, das regiões de Umuarama e Paranavaí, sofreram o mesmo impacto do desmatamento e do solo arenito caiuá, restando hoje na região rios assoreados, grandes voçorocas causadas pela erosão e a falta de cobertura florestal nativa, encontrando-se a região quase que totalmente ocupa com a atividade pecuária extensiva. A cobertura florestal do noroeste situa-se por volta de 1%. 13. Uma pequena extensão de área formada por várias ilhas fluviais, anteriormente ocupadas por invasores, foi transformada em Parque Nacional de Ilha Grande, com características semelhantes às do Pantanal Matogrossense, acolhendo grande diversidade de fauna. Forma estrategicamente um corredor de Biodiversidade que liga o Estado do Mato Grosso, Paraná e Argentina. Essa área é frequentemente ameaçada por incêndios florestais na época da estiagem. 14. A última fronteira agrícola do Paraná, ocupada mais recentemente, é o Oeste Paranaense, que faz limite com Paraguai. 15. Em Foz do Iguaçu, se abriga Itaipu, a maior hidrelétrica do mundo.
16. E o extremo sudoeste, que pretende a todo custo manter a estrada de 17,6 km que corta o Parque Nacional do Iguaçu estabelecendo a ligação com o Oeste e com o polo de Foz do Iguaçu. Unindo-se o extremo oeste de Foz do Iguaçu até o extremo nordeste de Jacarezinho através de uma linha diagonal imaginária, pode-se considerá-la como a LINHA CRÍTICA DO DESMATAMENTO. Ao sul dessa linha, ainda encontram-se boas extensões de florestas, como no Centro Sul, algo em torno de 15% e no Litoral algo em torno de 85%. Mas ao norte da Linha Crítica, a cobertura de florestas nativas sequer atinge 1,0%. Texto de Eleutério Langowski - Engenheiro Florestal - Presidente da APROMAC até 2007. |
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